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Recursos para a Observação das Luas de Júpiter


Notas Históricas I : O Descobrimento dos Satélites de Júpiter

Em 1610, Galileu Galilei construiu um dos primeiros telescópios e passou a utilizá-lo para observar o firmamento. Como resultado das suas observações, a Astronomia passou por uma verdadeira revolução e o Geocentrismo, a teoria aceita na época de que a Terra era o centro do Universo e de que todos os astros giravam ao seu redor, sofreu um ataque devastador e veio a cair algum tempo depois.

Uma das maiores realizações de Galileu foi a descoberta de que haviam corpos planetários em órbita ao redor do planeta Júpiter, como um verdadeiro sistema solar em miniatura. Hoje em dia sabemos que o planeta gigante possui mais de 60 luas, com tamanhos que variam desde o equivalente a pequenos planetas até as dimensões de pequenos asteróides. Os quatro satélites mais brilhantes descobertos por Galileu, Io, Europa, Ganimedes e Callisto, chamados de Satélites Galileanos em sua homenagem, continuam sendo um alvo de grande interesse para todos os astrônomos amadores e demais amantes da Astronomia.

Estas quatro luas estão em permanente movimento e durante uma única noite de observação é possível notar as suas rápidas mudanças de posição. Todas as quatro poderiam ser visíveis a olho nu se não estivessem tão próximas da luminosidade ofuscante de Júpiter. No entanto, mesmo o aumento proporcionado por binóculos já torna possível observar pelo menos duas ou três delas.

Esta página apresenta aos interessados diversos recursos e informações para a identificação, observação e previsão de fenômenos envolvendo os quatro satélites Galileanos de Júpiter.
Galileu Galilei aos 40 anos de idade
Galileu Galilei
( 1564 -1642 )


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Elementos Físicos e Orbitais dos Satélites

Tabela 1 - Alguns Elementos Orbitais
Satélite Núm. Dist. Km Dist. Rj Período I e
Io J1 421 769 5.95 1.769 0.036 0.0041
Europa J2 671 079 9.47 3.551 0.464 0.0101
Ganimedes J3 1 070 428 15.10 7.155 0.186 0.0006
Callisto J4 1 882 759 26.60 16.689 0.253 0.0074

Núm. - número
Dist. Km - distância média a Júpiter em km
Dist. Rj - distância média a Júpiter em raios de Júpiter ( raio de Júpiter = 1 )
Período - período orbital em dias
I - inclinação da órbita em graus
e - excentricidade da órbita



Tabela 2 - Elementos Físicos dos Satélites

Satélite Núm. R. Eq M (kg) M (Mt) P. Rot Dens. V esc Albedo mag
Io J1 1820 8.94x1022 0.0149 1.769 3550 2.56 0.61 5.02
Europa J2 1570 4.80x1022 0.0080 3.551 3010 2.02 0.64 5.29
Ganimedes J3 2630 1.48x1023 0.0248 7.155 1940 2.74 0.42 4.61
Callisto J4 2400 1.08x1023 0.0181 16.689 1860 2.45 0.20 5.65

Núm. - número
R. Eq. - raio equatorial em km
M (kg) - massa em kg
M (Mt) - massa em massas terrestres ( massa da Terra = 1 )
P. Rot. - período de rotação em dias
Dens. - densidade em kg/m3 ( dens. da água = 1000 )
V. Esc. - velocidade de escape em km/s ( vel. de escape da Terra = 11.2 km/s )
Albedo - albedo do satélite
Mag. - magnitude visual aparente



* Nota: nas tabelas acima o ponto ( . ) é usado ao invés da vírgula ( , ) para separar as casas decimais.



Notas Históricas II : Simon Marius e Sidereus Nuncius

Após construir o seu próprio telescópio, que foi um dos pioneiros, Galileu Galilei realizou observações cuidadosas do céu noturno. Os seus resultados foram publicados no livro chamado "Sidereus Nuncius" ( algo como "O Mensageiro Estelar" ) em março de 1610. A obra foi dedicada ao Grande Duque Cosimo II de Medici, que havia se tornado o Grande Duque de Toscana em 1609.

Galileu nomeou os satélites de Júpiter recém-descobertos como "Medicea Siderea" ( Estrelas Mediceanas ) em homenagem à família Medici. Inicialmente, no entanto, Galileu havia imaginado chamá-las de Cosmic Siderea, em homenagem a Cosimo II, mas foi o próprio Grande Duque quem preferiu o adjetivo "Medicea" para ligar as supostas "estrelas" à toda a dinastia Medici ao invés apenas dele próprio. Toda esta adulação valeu a Galileu uma confortável posição como Matemático e Filósofo Chefe do Grande Duque, o que lhe deixou tempo de sobra para as pesquisas.

Galileu fez vários desenhos e também calculou os períodos e frequências de aparição dos satélites. A sua descoberta foi extremamente importante, porque revelou a existência de corpos celestes que giravam ao redor de outro astro que não a Terra, e isso era contrário ao sistema Ptolomaico/Aristotélico vigente na época e defendido pela Igreja. Estas evidências serviram para fortalecer o apoio ao sistema heliocêntrico proposto por Copérnico. Além disso, as suas observações da superfície lunar, também registradas em Sidereus Nuncius, revelaram vales e montanhas na Lua, ao invés de uma superfície perfeitamente lisa e esférica como havia sido postulado por Aristóteles.     

Capa da Obra Sidereus Nuncius, cortesia Museu de História da Ciência de Florença, Itália
Sidereus Nuncius, 1610
Capa da Versão Original
Alguns historiadores atribuem a descoberta dos satélites de Júpiter também a Simon Marius (1573 - 1624 ), astrônomo e pesquisador alemão, contemporâneo de Galileu. Ele alegou ter observado as luas jupiterianas já em novembro de 1609, e iniciou os seus registros em janeiro de 1610, aproximadamente na mesma época em que Galileu fazia as suas observações. E apesar dos méritos desta descoberta serem normalmente atribuídos apenas a Galileu, foi Simon Marius quem forneceu os nomes para os satélites que são utilizados até hoje, a saber, Io, Europa, Ganimedes e Callisto. Segundo registros históricos, estes nomes foram sugeridos a Marius por Johannes Kepler, Astrônomo Imperial Alemão, que ele conheceu na Feira de Ratisbon, em 1613 e de quem se tornou amigo desde então. Durante a sua vida, Simon Marius recebeu diversas acusações de plagiar invenções e descobertas de outros pesquisadores, principalmente de Galileu.

A nomenclatura de Galileu para os satélites de Júpiter, associava a cada um deles um número em algarismos romanos, I, II, III e IV. Este sistema foi utilizado por vários séculos até que os nomes atuais foram oficialmente adotados em meados do século 18.

     
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